sexta-feira, maio 01, 2009

1º de Maio

Depois de tanto tempo sem me dedicar a escrever neste blog, é chegado o dia de voltar à escrita, e o dia não podia ser o mais indicado, pois hoje comemoramos o 1º de Maio, que infelizmente este ano ficará tragicamente marcado por atitudes totalmente inadmissíveis num Estado democrático e onde deve imperar a liberdade de expressão e de opnião.
Hoje assistimos a tristes incidentes nas manifestações do 1º de Maio, com a agressão a Senhor Professor Vital Moreira, cabeça de lista do Partido Socialista ás próximas eleições para o Parlamento Europeu.
Tal acto merece o repudio de todos, e não se pode aceitar 35 anos depois que a opnião e as opções políticas sejam justificativas deste tipo de atitudes, e mais, não devem determinadas pessoas serem afastadas da possibilidade de participarem nas comemorações do 1ºMaio

sexta-feira, julho 13, 2007

Denegação de Justiça

Recordar para não esquecer, porque há coisas que nunca poderão ser esquecidas, apesar da memória humana ser curta:
Todo o processo a baixo descrito deveu-se simplesmente ao facto de 5 cubanos, terem informado Cuba de um atentado terrorista que estava a ser planeado nos EUA, quando informado os EUA, em vez de desmantelarem esse grupo terrorista, prenderam e acusaram esses 5 cubanos, residentes nos EUA.
Em 9 de Agosto de 2006, exactamente um ano depois de um painel de três juizes do Tribunal de Atlanta ter decidido por unanimidade revogar as condenações dos Cinco Cubanos, o pleno do mesmo Tribunal por maioria rejeitou essa decisão, ratificando as condenações, negou a realização de um novo julgamento e ordenou enviar novamente o caso para o painel para consideração dos restantes aspectos.
Os membros do painel com direito de participar na votação, Byrch e Kravitch, opuseram-se à dita decisão e reiteraram que “este é um caso excepcional em que se impõe uma mudança de sede devido ao prejuízo latente na comunidade em ser impossivel encontrar um jurado imparcial". Com esta argumentação é ratificada a decisão do Tribunal de Miami de negar as moções apresentadas pela defesa para mudar a sede e realizar novo julgamento.
Em 29 de Setembro de 2005, numa acção completamente atipica segundo os preceitos legais dos EUA, cujo objectivo foi evidentemente a extensão do processo e a manutenção do encarceramento dos 5 Cubanos, o Governo dos Estados Unidos da América interpôs uma apelação, no qual pediu ao Tribunal de Atlanta a revisão daquilo que havia sido considerado pela decisão do pleno.
Os magistrados do painel, cuja experiência profissional soma mais de 80 anos, numa decisão de 93 páginas, manifestaram que “conformar um jurado [imparcial] numa comunidade [de Miami] era uma probabilidade pouco razoavel devido ao prejuizo existente na mesma”. “Neste caso um novo julgamento impõe-se devido à perfeita tormenta criada quando há intensos sentimentos da comunidade e se amplia a publicidade antes e durante o julgamento, que culminram com as referências inapropriadas da "fiscalía”.
A decisão adoptada pelo Tribunal de Atlanta não toma em consideração o ambiente de violência e intimidação presente em Miami, nem os acontecimentos mais recentes ocorridos nessa cidade e publicados pela sua própria imprensa local que incluiem a ocupação de arsenais de armas destinados a acções terroristas contra a ilha, declarações publicas de terroristas que com total impunidade reconhecem suas más acções e proibições contra os livros infantis sobre Cuba. Todo ele ratifica a ideia que a cidade de Miami era a única onde não se podia realizar um julgamento justo e imparcial dos 5.
O Grupo de Trabalho sobre Detenções Arbitrarias das Nações Unidas declarou em 27 de Maio de 2005 que a partir dos factos e circunstâncias em que se realizou o julgamento, e tendo em conta a natureza da acusação e das severas sentenças dadas aos acusados, o julgamento não se pôde realizar num lugar e num clima de objectividade e imparcialidade que é necessário para concluir um julgamento justo, como é definido no artigo 14º da convenção internacional dos direitos civis e politicos, e por tal solicitou ao governo dos EUA que adopção de medidas necessárias para remediar esta situação.
O processo legal contra os 5 continua a evoluir lentamente. No próximo dia 12 de Setembro completam-se 8 anos sobre a prisão de 5 Homens que nunca deveriam ter sido presos e que apesar da sua inocência, ainda se encontram presos nos EUA, confinados a uma cadeia de máxima segurança, com os direitos muito limitados e em alguns casos privados do contacto con as suas familias.
Este não é o final deste processo. Agora mais que nunca se impõe redobrar a luta para conseguir a libertação destes 5 Homens cujo único propósito foi lutar contra o terrorismo e preservar vidas humanas.
Este apelo de luta deve ocorrer a nível mundial por forma a evitar estes procedimentos violadores dos mais elementares direitos da pessoa humana.
Nada justifica a prisão neste caso

quinta-feira, abril 05, 2007

Debate

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sexta-feira, fevereiro 23, 2007

Cartoon

quinta-feira, fevereiro 22, 2007

Choro

 
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sexta-feira, fevereiro 16, 2007

Esquecimento

Hoje em dia existe na sociedade portuguesa determinados temas que infelizmente parecem ter caído no esquecimento, sendo que um deles é claramente a questão ambiental, e o impacto que tem na nossa sociedade e cultura, a que eu chamaria do impacto silencioso destrutivo de uma civilização. Nesta matéria estranho ainda mais o facto de os jovens, e em particular as juventudes partidárias darem pouca relevância a esta matéria, que eu classifico de determinante e essencial, e neste particular refira-se que a Juventude Socialista sob o leme de Pedro Nuno Santos tem afastado esta matéria da agenda política face a questões de menos importância civilizacional como os casamentos entre homosexuais. Urge pois juntar-nos ao movimento global de defesa do meio ambiente, dos eco-sistemas cada vez mais frageis, pois é necessário explicar a todos o caminho quase irreversivel em que caminhamos se nada for feito à escala global. Poderia entender-se que o problema é global e que não deve ser resolvido internamente ao nível de cada país, posição que se deve repudiar, pois se somos uma aldeia global, só com atitudes que provam o meio ambiente em cada aldeia é que será possível inverter o calamitoso caminho pelo qual caminhamos "alegres e contentes".
Nestas questões o antigo vice presidente dos EUA, tem tomado uma atitude bastante louvável, apesar de se puder levantar algumas reservas sobre o aproveitamento político que tem subjacente a esta sua atitude, mas apesar de tudo não deixa de ser positivo para o tema em questão. Neste sentido foi anunciado uma marotona musical de 24 horas, com mais de 100 artistas repartidos pelos cinco continentes, que vão actuar em defesa do meio ambiente, inseridos numa campanha de salvação de um clima em crise, a que Al Gore chama de emergência planetária. Esta iniciativa vem no seguimento do seu filme-documentário "An Inconvenient truth", que chama a atenção para todas estas questões de uma forma que eu diria chocante, e que não pode deixar nenhum governo, nenhuma juventude partidária e nenhum jovem indiferente, pois está em causa no limite a sobrevivência da humanidade.
É hoje necessária uma actuação mais enérgica por parte de todos, sendo necessária uma nova actuação, novas iniciativas, que terão de ser muito diferentes daquelas que ocorreram com as conferências de Quioto e do Rio de Janeiro, pois essas foram, verdadeiros fracassos, ao nível dos resultados que desde aí se verificaram. Não teremos nós uma palavra a dizer nesta matéria? ou vamos continuar a agir com indiferença?


quinta-feira, fevereiro 15, 2007

Humor nacional

Quem diz que o Socrates não puxa pela cabeça está bem enganado, vejam